16 de julho de 2017

A casa está em obras

Foto: Yoann Boyer

Oi! Seja bem-vindo, só não repara na bagunça. Pois é, a casa está em obras. Decidi mudar algumas coisas por aqui. Espero que não se incomode. E se incomodar, desculpa, mas a porta é logo ali. 

Não pretendo mais manter encaixotadas todas as coisas boas que recebi da vida, e muito menos deixar aparente as coisas que já não cabem mais em mim. Por muito tempo deixei a minha casa do mesmo jeitinho. No início ela era exatamente o que eu queria, mas depois com novas vivências, novos conhecimentos, ela foi ficando bagunçada. Cheia de entulho. Já não sabia mais o que era útil ou não. O que era belo ou não. 

Foi revendo tudo que percebi que muita coisa já não me servia mais, que muita coisa já não me valia mais. A validade já tinha vencido e pro lixo aquilo ainda não havia ido. Foi ai que percebi que alguma coisa estava errada. Era preciso mudar. Reformar. Colorir de novo. 

Me vi entre sacolas de lixo, desinfetante, vassoura, rodo e pano. Me vi rodeada de muita coisa, me vi entre decisões. O que eu precisava manter? O que eu precisava jogar fora? O que era utilizável? O que não? 

Foi no meio de toda essa bagunça que eu me encontrei. Muita coisa já saiu, muita coisa já está no seu devido lugar, mas muita coisa ainda precisa ser organizada. Como você pode ver, ainda não terminei, estou em reforma e sem prazo para acabar.

6 de julho de 2017

Das coisas que eu abri mão

Foto: Matthew Henry

Sou sempre assim, começou as aulas, adeus mundo. Minha vida gira em torno dos estudos desde os 7 anos (ou seria 6?). Sem pausa. Apenas mais e mais coisas ao longo do tempo. Eu gosto disso. As vezes (várias delas) canso, mas não desisto. Nunca. 

Abro mão de muita coisa para me dedicar ao meu sonho. Igreja, saída com os/as amigos/as, cinema, encontros. Muita gente consegue fazer tudo isso, eu não. Talvez eu até consiga, mas não com o mesmo rendimento. E rendimento pra mim é tudo. 

Eu sei o que eu quero, e estou disposta e sacrificar algumas coisas. As vezes é preciso. Desde que não me faça mal, é claro. 

Não me importo se passo os meus fins de semana trancada no meu quarto lendo e fazendo trabalhos. Pois no final sempre vale a pena. E é por isso que eu não desisto, continuo firme. Muita gente não entende esse fascínio por boas médias, mas elas mostram o meu esforço. E isso não diz nada sobre ser melhor que o outro. Não. É apenas aquela recompensa interna por ter dado o meu melhor . E veja, o melhor depende muito do momento interno no qual estamos vivendo, portanto, o melhor, nem sempre é O MELHOR, mas é o melhor que podíamos para o momento. E isso já conta muito. 

Esse primeiro semestre de 2017 foi bom, cansativo, exaustivo, mas bom. Passei por algumas crises existenciais, até compreensíveis, afinal, sou humana. Pela primeira vez fiquei ansiosa por causa de uma prova e tive que tomar chá para me acalmar antes de ir para a universidade, reprovei em uma das seis matérias, passei nervoso por um bocado de trabalhos, e consegui uma bolsa no PIBID. Foi um semestre um pouco complicado, mas que deu certo no final. 

O que eu quero dizer com isso tudo? Que o blog está de volta, com uma maior frequência de posts até que as aulas voltem novamente e me faça voltar para o meu mundinho particular dos trabalhos. Até lá, espero por você aqui no blog sempre. Obrigada por acompanhar o VP e não desistir dele nos meus momentos de pausa <3

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13 de junho de 2017

De todos os amores, o próprio

Foto: Guillaume Bolduc

Há pessoas que mesmo perto, se sentem longe. Que mesmo acompanhadas, se sentem sozinhas. Que mesmo amadas, não se sentem completas. Que mesmo sorrindo e recebendo sorrisos, são um puro vazio inexpressivo. Há pessoas de todas as formas e jeitos. Todas elas com alguém ao lado para chamar de meu/minha. Na verdade nem todas elas. Pois algumas são apenas elas por elas. Sem encosto. Sem adição, subtração, divisão ou multiplicação. Apenas elas. Mas não pense que por estarem só, essas pessoas estão de fato só. Não é porque não estão acompanhadas, que são infelizes ou merecedoras de olhares piedosos. Não é porque não somam dois, que o cálculo deu errado.

A vida é muito mais que estar ao lado de uma pessoa porque segundo os outros já está na hora de você encontrar alguém para compartilhar o mundo. É muito mais que postar uma foto acompanhado(a) nas redes sociais no dia dos namorados com um legenda fofa e #hashtags legais. É muito mais que isso! 

É preciso se amar primeiro, para só então amar ao outro. É preciso se conhecer primeiro, para só depois conhecer o outro. É preciso se sentir completo, para só então expandir o limite de capacidade. É preciso ser feliz sozinho, para depois fazer a felicidade do outro. Porque se não for assim, como será? Como poderemos amar alguém se nós mesmos não nos amamos?  Como poderemos conhecer ao outro, se nós nos desconhecemos? Como querer se sentir completo ao lado do outro, se só, era incompleto? Como ser feliz ao lado de alguém, se não é capaz de ser feliz sozinho? Como? Não é possível, a conta não fecha, dá erro. 404 not found.

Não adianta querer ter vários amores, se o mais importante deles você não tem. Não adianta insistir em um relacionamento que no fim você sabe que vai dar errado pela falta de algo. Algo esse que muitas vezes nem é problema do outro. É problema meu. É problema seu. 

Busque o amor próprio antes de buscar o amor do próximo. Porque de todos os amores, esse é o que importa.

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30 de maio de 2017

Sobre a segurança da zona de conforto


É tudo tão calmo por aqui. Confortável. Quentinho. Aconchegante. Seguro. Para que sair? Para que me aventurar pelo mundo afora, se tenho tudo o que preciso por aqui?

Para que ir em busca de novos amores se os que tenho já me bastam? Para que jogar um novo jogo se o que disputo já está ganho? Para que navegar em águas desconhecidas se posso continuar velejando pelas conhecidas? Para que ir atrás de novos sonhos se o que tenho já são muitos? Para que correr riscos se aqui eu não me machuco? Para que?

A vida é uma maré de incertezas. E como tal, as vezes está revolta, as vezes está mansa. Em meio as suas belas e irreverentes águas há sempre uma ilha. Uma ilha confortável e segura, e que apesar de todo o caos que impera a sua volta, continua ali. Firme. Forte. Para uns ela é a zona de conforto, para outros ela é a zona de proteção. Independente dos nomes, ela cumpre uma mesma função: abrigar, proteger, transmitir conforto e segurança para os seus moradores. 

A zona de conforto é convidativa, e uma vez nela, dificilmente o morador tem desejo de sair. Afinal, para que sair de um ambiente tão bom e conhecido? Trocar algo assim pelo incerto? Pelo inconstante? Loucura! 

Há quem diga que não. Que vale a pena sair e se aventurar. Correr riscos. Quebrar a cara. Se machucar. Dizem que compensa toda a dificuldade passada pelo caminho. 

Mas será? Sim? Não? Talvez? 

Não sei!

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