22 de julho de 2016

Eu gosto de você!


As vezes tudo o que temos em relação ao outro são os nossos próprios sentimentos, nada correspondido, apenas o que sentimos. Isso, e claro, a guerra interna para criar coragem e chegar no outro e falar a verdade.

“Migo, é o seguinte, eu gosto de você”.

Não é fácil chegar e falar, existe toda uma preparação interna e várias idealizações de como as coisas poderiam acontecer. É preciso definir o alfabeto inteiro de suposições, afinal as coisas são incertas, não sabemos qual vai ser a reação do outro. E quando a coragem finalmente se cria e a oportunidade chega, não dá para adiar, é agora ou nunca. Você fala, e todas as letras do alfabeto se tornam inúteis, pois o que acontece é algo inesperado, algo que você não planejou, claro, a pessoa não sabia qual o roteiro a seguir. E bom, talvez o roteiro não tenha sido seguido, mas até que o improviso não foi tão ruim quanto pensou que poderia.

São duas pessoas diferentes, óbvio que as coisas não seriam seguidas à risca como no nosso imaginário. Santo imaginário! Bem que você poderia ser um pouco mais preciso. Quem sabe na próxima além do alfabeto de origem fenícia, seja acrescentado também o alfabeto grego. Letras (ou figuras representativas como os hieróglifos feitos pelos antigos egípcios) nessas horas nunca são de mais. Não quando você tem a necessidade de querer saber o que realmente poderia acontecer se um dos envolvidos tivessem determinadas atitudes. Se bem que, ter uma bola de cristal seria melhor, mais preciso talvez!

Pensando bem, ter uma bola de cristal pode não ser a solução, afinal, vai que o que é visto é algo que vai contra a nossa vontade? Melhor não. Vamos ficar com as diversas formas de escrita que assim, quem sabe, a coragem fique, e vai que né, sejamos surpreendidos de uma forma boa.


19 de julho de 2016

Um dia em Curitiba: MON, Museu Egípcio e Jardim Botânico


No sábado do dia 2 de julho de 2016 eu estava em Curitiba – PR conhecendo um dos lugares mais bonitos que eu já vi, o Jardim Botânico. E principalmente, conheci dois museus incríveis: o Museu Oscar Niemeyer, e o Museu Egípcio e Rosa Cruz. Viajei para lá com o pessoal do meu curso (História <3), ou seja, foi uma “viagem de estudos”. Saímos de Criciúma por volta das 23h40 e chegamos na cidade umas 8h e pouca. Antes de chegarmos a Curitiba, durante o trajeto de ônibus a noite, a hora em que eu queria dormir ninguém queria, aí quando eu já não estava mais conseguindo dormir o pessoal resolveu cair no sono - ironia da vida.

Em Curitiba a nossa primeira parada foi o mercado público, paramos lá para tomar o nosso café da manhã. Depois fomos ao Museu Oscar Niemeyer, o MON. Como o museu ainda não estava aberto (ele abre as 10h e segue aberto até as 18h – de terça a domingo) ficamos um tempo no bosque que tem ao lado. O bosque é um ótimo lugar para ir passear com as crianças, e principalmente com os cachorros. Inclusive tinha muitas pessoas com os seus animais lá. Nesse tempo de espera aproveitei e fui dar uma volta ao redor do museu, e ver por fora como era o tão famigerado olho. Só o museu abriu, e entramos.







Valor dos ingressos: R$12 inteira e R$6 a meia-entrada. Menores de 12 anos e maiores de 60 anos possuem entrada franca.

No dia em que fui ao MON obras lindas estavam expostas. Não entendo muita coisa (para não dizer quase nada) de arte, e mesmo não entendo o que os artistas queriam passar, muitas delas me chamaram a atenção e me fizeram refletir que as coisas mais belas estão em coisas simples. Coisas que as vezes são consideradas idiotas por olhares distintos, mas que por serem o que são tornam-se incríveis.







Saímos do MON e fomos almoçar, o ônibus nos deixou em frente ao Shopping Mueller. Eu e minhas amigas almoçamos em um restaurante ao lado do shopping, a comida era boa, mas fiquei decepcionada porque não tinha batata frita :c Depois do almoço fomos ao shopping, e nos dividimos, algumas foram para as livrarias, e outras (eu) foram para a loja da Quem disse, Berenice? Sério, que loja LINDA! Eu conhecia a marca pela internet e ir na loja física foi um sonho hahaha. Não aguentei e comprei um batom que tem uma cor super lindinha (Batom Mate Rosacia 404). Essa foi uma das minhas compras na viagem, a outra foi um adesivo do MON, e as comidas, claro. Não comprei quase nada porque né, I had no Money.

A tarde em terras curitibanas foi muito boa! Fomos ao Museu Egípcio e Rosa Cruz e no finzinho da tarde ao Jardim Botânico. O Museu Egípcio é simplesmente incrível. De verdade! Tudo o que tem lá é réplica, mas isso já dá um gostinho do que era o Antigo Egito. E sim, eu vi uma múmia! Não bati foto pois era proibido, por motivos que até agora não sei, mas enfim. Foi uma sensação bem estranha ver o corpo de alguém que morreu a muito tempo, que pertencia a uma outra sociedade e cultura, tão conservado como estava. Óbvio que ossos estavam quebrados, não tinha mais alguns dentes, mas mesmo assim, para o período que estava mumificado o corpo estava muito bem conservado. Não entendo muito de mumificação, mas sei que o trabalho que os antigos egípcios faziam era incrível. Além da múmia verdadeira também havia uma múmia falsa bem “carnuda”, e muitas réplicas de pinturas e estatuetas de deuses e outros artefatos. Do lado de fora do museu havia réplica de outros monumentos, como a Esfinge por exemplo. 









O Jardim Botânico foi a nossa última parada antes de voltarmos para Criciúma. Que lugar lindo! Já havia visto o jardim pelas fotos da Mel do blog Serendipity, e desde então tive vontade de conhece-lo. O lugar não deixa nada a desejar. É encantador! O espaço verde é enorme, e não é plano, e eram várias as árvores floridas. A única coisa que me deixou um pouquinho decepcionada foi a estufa, pois pelas fotos que eu via a impressão que tinha era de que a estufa era muito grande. Ela realmente é alta e larga, porém no seu interior não tem tanto espaço quanto eu imaginava. 









A viagem para Curitiba foi bate-e-volta, saímos de Criciúma na sexta-feira a noite por volta das 23h40 e chegamos mais ou menos 00h do domingo. Resultado: fui dormir quase 2h e acordei só as 15h do domingo. Levei quase uma semana para me recuperar do cansaço hahaha. Mas valeu a pena!

Espero que tenham gostado das fotos, e deixem seus comentários sobre o que acharam dos lugares e se já foram a algum deles. 

Beijos 


14 de julho de 2016

Diário de Viagem: Praia do Santinho


Esse post já deveria ter sido publicado a alguns meses, mas como uma boa procrastinadora que sou, ainda não tinha parado para escreve-lo. É a terceira e última parte do meu primeiro Diário de Viagem aqui no blog. Para quem não lembra, passei dois dias em Florianópolis em abril desse ano, e decidi dividir a viajem em três partes para compartilhar com vocês mais fotos de cada lugar. O primeiro Diário de Viagem foi sobre o Projeto Tamar, e o segundo sobre a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, e o de hoje é sobre a Praia do Santinho e o Morro das Aranhas (que fica na praia).

Não vou falar aqui sobre o tempo que levamos para chegar até lá pois não me lembro, mas quero compartilhar com vocês as minhas impressões de um lugar lindo.

A praia era bem limpinha, e no dia e horário não tinha tanta gente (fomos no domingo a tarde). A água do mar era maravilhosa, estava em uma temperatura bem agradável, geladinha. E a vista para o horizonte encantadora. Sou de me encantar fácil com a natureza, então não é surpresa que eu ache a criação divina incrível.



O Morro das Aranhas fica localizado na praia, e é livre a visitação e acesso. Eu e minha família não fomos muito longe, mas o que vimos era realmente encantador. Do alto, a vista para o mar era ainda mais linda. O morro tem uma espécie de trilha, e seguindo por ele você passa por uma pedra (enorme) onde tem uma inscrição rupestre, e mais adiante um lugar onde é possível sentar para descansar e um "mural" com várias explicações sobre as inscrições rupestres no Brasil, em Santa Catarina e na própria Praia do Santinho. Ao subir o morro passamos por várias placas que contavam a história dos primeiros habitantes da região, que são denominados de "sambaquieiros", um povo nativo que se fixou no litoral em Santa Catarina por volta de 7000 anos atrás. Suas inscrições estão ali há pelo menos 5000 anos.









Falar de inscrições rupestres me lembra muito das minhas aulas de História do Ensino Fundamental, mais especificamente da 4ª série (hoje chamada de 4º ano). É uma vibe totalmente nostálgica. 


Obrigada por acompanharem os diários, prometo que na próxima não vou demorar tanto para publicá-los