2015, um ano de conquistas

5.1.16


Sempre imaginei como seria o meu último ano na escola. Sempre imaginei como seria a minha formatura. Eu bolava mil coisas para fazer quando chegasse no 3ão. Para a formatura eu me via vestida nos mais diversos modelos de vestidos de festa acompanhados de penteados lindos, maquiagem muito bem feita e unhas perfeitas.

Meu 1º ano de ensino médio chegou. Finalmente eu me sentia incluída em um grupo de amigos, finalmente eu havia me dado liberdade para conhecer coisas e pessoas diferentes. Me senti bem novamente. Foi nesse ano que passei a estudar com a minha paixonite adolescente, mas como ele já estava em outra eu me permiti esquecer.

No ano seguinte as pessoas que faziam parte do meu grupo de amigos no 1º ano trocaram de turno, e eu novamente tive que fazer novas amizades, amizades essas que me acompanharam até o 3º e último ano de ensino médio.

O 2º ano iniciou bem, estudei com pessoas que já haviam estudado comigo em anos anteriores e conheci gente nova. Gente boa. É claro que como sendo humana eu não fui com a “cara” de alguns, mas isso não impediu que fosse um ano ruim, pelo contrário, tirando os ciúmes e as diferenças (diferenças essas que eu aprendi a conviver) foi um ano escolar muito bom. Migas, amo vocês

Minha vida escolar ia bem, ao contrário da vida familiar. Quem pensa que a doença não causa efeitos nas pessoas que convivem com a pessoa doente se engana, a doença afeta, e afeta muito. Meu emocional não era dos melhores, a única coisa que me fortalecia foi a fé em Deus, fé essa que acabou ficando um pouco abalada. Ia para a escola de manhã, cuidava do meu irmão e fazia as tarefas a tarde e ia para o curso a noite. Eu não via a hora de sair de casa para poder ficar longe das preocupações que me cercavam. Junto com toda negatividade, também havia o meu desejo de desistir do curso técnico por não me achar compatível com o conteúdo e com as pessoas. Não foi uma e nem duas que pensei em desistir, mas várias vezes. Ainda bem que meus pais sempre me incentivaram a continuar, pois com o meu histórico de desistir fácil das coisas eu não via à hora de ter algo a mais na minha lista de não concluído. Foi só no final do ano que tudo deu uma amenizada, foi suficiente para me deixar respirar.

Encerrei 2014 com 2 de 4 semestres do curso Técnico em Administração concluídos, muitas notas boas no meu boletim escolar do 2º ano do ensino médio, e com a esperança de que 2015 seria melhor.

2015 começou, e junto com ele veio as muitas horas de estudo para o 3ão e ENEM, dedicação e empenho para concluir o curso, e muita, muita esperança de que os problemas de saúde desaparecessem da minha família. Em maio comecei um estágio de segunda a sábado, isso fez com que eu tivesse que me virar nos 30 para dar conta de tudo. Foi um ano cheio. Acabei não tendo muito tempo de ir à igreja e sai temporariamente do grupo de jovens.

Tive que aguentar muita gente dizendo que estudar tanto não valia a pena, que eu deveria ir mais para igreja e deixar os estudos um pouco de lado, mas eu sabia que não era assim, eu tinha a certeza de que Deus estava me apoiando e me ajudando em minhas decisões, afinal, eu ainda tinha um relacionamento com Ele.

Outubro veio, e com ele trouxe além do meu aniversário, o Enem. Outubro acabou e novembro chegou, e com ele veio o fim do meu curso e meu primeiro vestibular. Finalmente eu havia concluído os 4 semestres com bons indicadores.

Novembro se foi e deu lugar a dezembro, eita mês surpreendente. Depois de muita espera o resultado da escola saiu e fui aprovada, ou seja, minha vida de ensino médio acabava ali. Também fui aprovada no vestibular para Jornalismo na SATC, mas apesar de ter conseguido o que me encrencou foi o valor da matrícula. Tudo bem, eu ainda tenho 2016 para tentar.


Esse texto era para ter sido postado no dia da minha formatura, 18 de dezembro, mas por n motivos ele não ficou pronto a tempo. Decidi postá-lo dia 31 pois seria o dia da virada mas também não deu, e bom, hoje finalmente foi ao ar J

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