24 de janeiro de 2016

A perda de um amigo



Ontem eu acordei feliz, com esperança, afinal eu acreditava na melhora do cãozinho do meu irmão. Levantei cedo para trabalhar, mas tinha como objetivo também mimar o Tuti. O pobrezinho estava doente, segundo o moço da agropecuária era Parvovirose o problema dele. Doença essa, que se não for tratada imediatamente leva o animal a morte sem nem dar a ele chances de vida. 

Eram 7h quando fui ver como o Tuti estava, fui direto pra casinha dele, e lá ele não estava. Dei a volta na casa e o encontrei deitado atrás da minha casa, perto dele tinha uma pocinha de vômito, ele estava com uma cara péssima. Coloquei o pote de água perto dele para ver se ele se animava para tomar água, nada. Como estava com medo de ele ficar desidratado por causa da doença, dei água pra ele com o auxilio de uma seringa, só assim ele bebeu. Depois de uns minutos ele tomou água diretamente do pote dele. Fiquei feliz, ele estava reagindo.

Coloquei o pote de água dele no lugar e voltei para busca-lo e coloca-lo na casinha, Eu voltei, mas cadê ele? Comecei a procura-lo novamente e o encontrei dentro da antiga casinha de um outro cachorro da família que havia fugido a uns 8 meses. O Tuti estava deitadinho, fiquei feliz em ver que já estava andando, afinal, um dia antes ele estava tão debilitado que tinha perdido - temporariamente - os movimentos das quatro patinhas. Botei ração perto dele pra ver se comia e nada, não insisti, mas coloquei a água para ver se ainda queria, e sim, ele quis. Deixei as coisas perto dele para caso quisesse beber ou comer ele teria ali.

Fiquei um pouco feliz com o fato dele não ter negado água, um pouco preocupada por que ainda não tinha comido nada e também por que havia vomitado, mas tudo bem, ele estava melhorando. Fui pro trabalho confiante de que quando voltasse ele estaria bem. Infelizmente não foi isso que aconteceu.

Cheguei em casa ás 14h e antes de entrar na casa fui procurar pelo Tuti. Não o encontrei em lugar nenhum. Fiquei preocupada, e o inevitável passou pela minha cabeça "ele morreu". Entrei e fui logo perguntando:

- Cadê o Tuti?
- Ele morreu.
- Sério?
- Sério.

Foi depois disso que meu dia ficou nublado e triste. A morte é algo que meche muito com o meu sentimental, principalmente se quem morreu era muito próximo de mim, tipo o Tuti. Ele era uma espécie de melhor amigo. Quando eu estava triste e precisava desabafar mas não queria encher o saco de ninguém, eu recorria a ele, em troca de carinho eu podia contar sobre as minhas aflições. Já tive outros animais (apenas cães e uma gata), mas nenhum deles era como ele. O Tuti era exatamente o melhor companheiro, o melhor amigo. Pena que partiu tão cedo. 

PS: já estou com saudades.

2 comentários:

  1. Sinto muito pela partida do cãozinho do seu irmão. Perder quem a gente gosta nunca é fácil, mas tenho certeza que ele foi muito feliz enquanto esteve com vocês.
    Espero que já esteja melhor.
    Beijos!

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    1. Estou sim! Mas ainda é estranho chegar em casa e não ter ninguém pedindo carinho.
      Beijos!

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