6 de março de 2017

Onde não há renúncia, não há amor

Foto: Jez Timms

Algumas semanas atrás visitei a igreja Sara a Nossa Terra, e na pregação o bispo falou sobre renúncia. Segundo ele, onde não há renúncia não há amor, e que se nós não renunciamos algo é porque não amamos a Deus. Essas palavras mexeram muito comigo, me fazendo questionar muitas coisas. 

Será que eu realmente amo a Deus ou apenas falo que o amo? Será que as minhas ações vão de encontro com aquilo que professo? Ou são apenas palavras vazias jogadas ao vento?

A equação dessas questões talvez seja simples, mas as sensações que a envolve não. Deus é amor, então como posso não amar o próprio amor? Como posso rejeitar algo tão grandioso?

Sendo humana eu cometo erros, muitos inclusive, mas isso não significa que não o amo. É claro que preciso renunciar mais, orar mais, jejuar mais. Mas todas as vezes que digo não para as coisas do mundo, estou mostrando que o amo. Mesmo que determinadas coisas pareçam inofensivas aos nossos olhos, mas por saber qual é a vontade de Deus e optar por fazer aquilo que o agrada, estamos demonstrando todo o nosso amor por ele. 

Sobre o amor em 1 João 4.8 está escrito que "quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor", e no versículo 19 João fala que "nós o amamos porque ele nos amou primeiro". E em Lucas 14.33 Jesus diz que qualquer um que não renunciar tudo o que possui não pode ser discípulo dele. Ou seja, é preciso renunciar os nossos desejos, as nossas vontades, para fazer aquilo que verdadeiramente agrada a Deus, e assim amar a Deus não apenas com palavras, mas com nossas atitudes. Porque onde não há renúncia, não há amor!

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