A verdade é que eu sou medrosa

10.7.18


~ escrevi tudo isso no finzinho de junho, mas é tão atual como se fosse hoje ~ 


Faz poucos minutos que me sentei aqui para tentar escrever algo. Para tentar organizar meus pensamentos. Escrevi textões na minha cabeça enquanto estendia roupa, resolvi vir pra cá tentar escrever tudo aquilo. Não deu. Não está dando. O blog não está desatualizado pela minha falta de tempo ou pela minha falta de criatividade. Não! Pela falta de tempo as vezes, mas sim pelo medo de parar, sentar e escrever seja no Word ou no papel todas as palavras que me rondam diariamente. Talvez isso tenha a ver pelo modo como sou. Sou metódica, perfeccionista, e o medo de não fazer bem feito me atrapalha, me enlouquece. Às vezes, pelo simples fato de não querer errar eu não tento. Deixo para depois. Não saio da minha zona de conforto.

Tenho orgulho de dar o meu melhor e de me esforçar para fazer dar certo. Mas não é tudo. Tem coisas que por medo eu deixo de lado. Que por eu julgar ser difícil demais, não me dou ao trabalho de nem ao menos tentar. Eu gosto de saber onde estou pisando e prever todos os passos que eu tenho que dar. Talvez por isso eu sempre tenha sido muito empenhada nos estudos, porque isso é algo que eu consigo prever, é algo que eu consigo lidar quando algo dá errado (diferente do resto). Ter sonhos grandes e um pouco complicados de alcançar não facilitam muito a minha vida. Depender dos outros para a aprovação daquilo que almejo é agoniante. E é nessas horas que o medo se faz presente.

A verdade é que eu sou medrosa. Dar o primeiro passo é sempre muito difícil, e até hoje me questiono como eu consegui chegar a universidade. Meus pais apoiaram meu sonho, mas quem correu atrás de cursinho online para estudar, inscrição do Enem para fazer e pagar, Prouni para me inscrever, vestibular para fazer, documentos para comprovar, foi eu. E quando paro para pensar, COMO? Ter o apoio deles foi fundamental, mas essas coisas eles não fariam por mim, era minha responsabilidade. E hoje por coisas mais simples eu tenho vontade de fingir dor de barriga e vir correndo para casa.

Eu adoraria dizer que tudo isso é invenção da minha cabeça, o eu lírico falando mais alto, mas não. É real.  E eu estou cansada de ter medo e querer fugir por pouco. Algumas coisas eu faço de boas, sem problemas nenhum (#sóvamo), outras, “SOCORRO MEU DEUS, cadê a porta mais próxima que eu quero ir embora?”. Eu não chego a fazer isso de fato, penso, sinto, mas não faço. Apenas visto minha máscara de “está tudo sob controle” e vou. As vezes exalando inconfiança e nervosismo, outras, fingindo realmente estar tudo ok.

Qual o sentido disso tudo? Sei lá, eu não sei. Poderia finalizar esse texto assim, cheio de dúvidas e repleto de desabafos, mas não vou. Eu sei que não sou a única a sentir tudo isso, pois o mundo está repleto de pessoas medrosas e ansiosas, assim como também está repleto de pessoas que vencem esses sentimentos todos os dias. Não é vergonha nenhuma assumir nossos medos (sejam eles quais forem), eles nos fazem mais forte cada vez que são vencidos por um “ok, eu estou com medo, mas não vou fugir”. Eles nos acrescentam ensinamentos a cada vez que temos a oportunidade de não seguir em frente, mas contra tudo o que é esperado, nós vamos lá e seguimos.

Por isso, a minha mensagem hoje é: não desista, não importa o quão medrosa (ou medroso) você seja. Vai em frente. Continua. Os meus (e os teus) sonhos foram feitos para serem conquistados (independente das dificuldades encontradas no caminho), e só a gente pode dizer se eles valem a pena ou não. Só vai lá e arrasa!

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